|
Mercado residencial alto-padrão
Mercado como investimento: alta taxa de retorno
Os empreendimentos de alto-padrão têm sido historicamente utilizados como investimento para pessoas físicas. Muitos compradores o fazem como forma segura de aplicação. Analisando a evolução da valorização do mercado imobiliário nos últimos cinco anos, percebe-se que os números são bem interessantes. Nos imóveis com dois dormitórios, a valorização média do preço do metro quadrado, no histórico de 2004 a 2009, é de aproximadamente 21%. No de três dormitórios, o aumento foi de 12%. Já nos imóveis a partir de quatro dormitórios, enquadramento do alto-padrão, a valorização atingiu 53%. Os números são da imobiliária Noxx. Leonel Alves, diretor comercial da Lopes Royal, afirma que o produto de alto-padrão tem uma expectativa maior de valorização. "O imóvel de alto-padrão é um produto que valoriza muito. Quanto maior o investimento, maior será o retorno. Os clientes desse tipo de empreendimento têm mais poder aquisitivo na hora da compra e, muitas vezes, pagam sem se queixar do preço, pois percebem o valor e a qualidade do produto. E na hora de revender não há dificuldade". Renato Genioli Junior, diretor de Construção da R.Y Azbek, concorda e diz: "Já ouviu a expressão "tijolo: moeda forte"? É um investimento, tradicionalmente, muito mais conservador do que qualquer outro, que tem uma liquidez muito menor em sua maioria e a garantia do tijolo, do imóvel, é permanente. Mesmo quando a região não valoriza muito, não há dúvida de que sempre será uma moeda forte. Tanto que depois de todo esse balanço que o mercado financeiro viveu, passada a tempestade, as pessoas começaram a bater na porta com o objetivo de voltar a investir no mercado imobiliário". O presidente da Idea Zarvos, Otávio Zarvos, acredita que independentemente de ser um imóvel de baixo, médio ou alto padrão, é um investimento seguro. "Um imóvel de qualidade, com uma boa arquitetura e localização, sempre será um bom investimento. Acredito que se investir em locais com excesso de lançamentos, como na Lapa, Campo Belo e Morumbi (São Paulo), obviamente, será mais difícil o retorno. Tem muita gente concorrendo nas vendas". O desafio na venda deste tipo de empreendimento está em manter a liquidez e a velocidade de vendas, como explica Fábio Romano, diretor de Incorporação da Yuny. "Em um produto de médio-padrão, para aumentar o potencial de compra basta baixar o valor das unidades. Manter a mesma liquidez nos imóveis de alto-padrão é mais difícil. A decisão de compra é lenta. Esse público já mora bem e quer investir, mas conseguimos antecipar um pouco sua decisão, mostrando que, com a valorização, o preço desse imóvel seria um grande negócio". O bairro é um ponto importante na definição dos projetos de alto-padrão, em função da segurança, comodidade, facilidade de logística de trânsito, posição geográfica concernente às atividades que a família possui no seu dia-a-dia, e equipamentos urbanos, como shopping, escola, supermercados e bancos, além é claro de atrativos diferenciais, como parques e praças, que os tornam únicos. Escassez de oferta As raras áreas bem localizadas disponíveis no mercado tornam o produto de alto-padrão procurado e valorizado."Há uma tendência na curva de valorizaçào maior do que em outros empreendimentos devido à característica de implantação deles, pois os imóveis de alto-padrão geralmente estão instalados em locais que comportam uma única torre, em bairros mais nobres. Por consequência da escassez desses terrenos, há um indicativo de alta crescente e constante no preço para o comprador final. Os empreendimentos de alto-padrão, que estão na ponta da pirâmide, têm sempre uma tendência à valorização maior do que todos os outros, por causa de suas características de implantação", explica Hermínio José Bonoldi Junior, sócio-diretor da Noxx Imobiliária. Para Charles Nadler, diretor de Incorporações da Lindenberg é um bom investimento por dois motivos: "Primeiro o valor dos imóveis no Brasil. Comparado aos preços internacionais, nós ainda temos espaço para o crescimento de preço do metro quadrado. O segundo ponto é a escassez de terrenos próprios para o alto-padrão. Pela plataforma caótica que a cidade de São Paulo desenvolveu, existem poucos locais apropriados para esses empreendimentos. E o poder público não consegue acompanhar a velocidade das mudanças do setor privado e criar novas alternativas viáveis". |